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Saturday, February 2, 2008

O que aconteceria se a Terra parasse de girar em torno do seu eixo?

Ao parar a Terra inesperadamente, as casas, as pessoas, as árvores, os animais, tudo que não estivesse ligado à Terra de forma inflexível, como a massa da esfera terrestre, tudo sairia disparado pela tangente da velocidade.
A seguir tudo cairia novamente sobre a superfície na forma de milhares de pedaços. A origem desta tragédia, que esperamos nunca acontecer, tem uma explicação simples, está na inércia dos corpos.
O ar, as casas, as pessoas, etc, tudo aquilo que está sobre a superfície terrestre, gira junto com a Terra. Ao pararmos o planeta, esses corpos, por inércia, tendem a manter a sua trajetória com a mesma velocidade. Perante estas condições, criár-se-ia a desolação completa : uma forte ventania e desmoronamentos que varreriam a superfície do planeta.

Porque é que se alguém cair de uma altura de 50 m ou de um avião a 3000 m do solo sem para-quedas a probabilidade de sobreviver é igual?

A que forças está submetido um objeto que cai no ar?

O corpo está submetido à força de atração da Terra, o peso, e à força de resistência que o ar exerce. Podemos considerar o peso constante para as alturas em questão.
A resistência do ar, no entanto depende da velocidade de queda. Quanto maior for a altura, maior será a resistência que o ar exerce sobre a queda do objeto. No momento em que a resistência do ar igualar o peso, a força resultante será nula e a partir de então, a velocidade se mantém constante. A esta velocidade chama-se velocidade terminal.
Uma vez que o objeto alcance a velocidade terminal, já não importa o tempo que continua a cair, pois chegará ao chão com essa velocidade.
Pode-se verificar que a altura de 50 m é suficiente para que uma pessoa alcance a velocidade limite; por tanto, cair de uma altura maior não implicará nenhum aumento de velocidade com que se chega ao chão, logo as probabilidades de sobrevivencia sao iguais.

Wednesday, January 30, 2008

Porque é que os gatos se magoam mais quando caiem do 1º andar de um prédio do que dos 2º ou 3º???



Os veterinários sabem bem que a queda dos gatos tem piores consequências quando acontecem do 1º piso do que do 2º ou 3º. A explicação é a seguinte: quando o gato nota a aceleração de queda, adota uma postura encolhida com as patas esticadas, o que lhe permite, ao chegar ao solo, amortecer o efeito do impacto. Se a queda ocorrer do primeiro piso, o gato não tem tempo de adotar a mencionada postura.

É lógico pensar que, quanto maior for a altura maior serão as consequências do choque. Surpreendentemente não é assim. Os danos produzidos pela queda aumentam com a altura até um certo ponto, a partir do qual se produz uma diminuição dos danos. A curiosa explicação é a seguinte:

O gato adota uma postura defensiva só quando nota a aceleração de queda. Quando ele alcança a velocidade limite r(Força peso = Força de resistência do ar), deixa de existir aceleração e o gatoelaxa, exercendo uma postura menos encolhida, oferece maior superfície de contato com o ar. Este aumento de superfície traz consigo uma maior resistência do ar diminuindo a queda e conseguindo uma velocidade limite menor.


Friday, January 25, 2008

Mentira Física...

No dia 1 de Abril de 1976 o astrónomo britanico Patrick Moore anunciou na rádio BBC 2 que as 9h e 47min um evento astronómico único aconteceria e que as pessoas poderiam experimenta-lo elas mesmas nas suas casas. O acontecimento era que o planeta Plutão iria passar atrás de Júpiter causando um alinhamento gravitacional que poderia diminuir a força da gravidade na Terra. Moore avisou os ouvintes que se eles saltassem no momento exacto do alinhamento planetário eles poderiam ter uma estranha sensação de flutuação. Quando a hora do suposto fenómeno chegou, a BBC recebeu centenas de telefonemas de pessoas que afirmavam ter sentido alguma coisa. Uma mulher até descreveu que ela e os seus onze amigos se levantaram das cadeiras e flutuaram pela sala.

Mas a notícia do tal alinhamento não passou de uma brincadeira do dia 1 de Abril.

Monday, January 21, 2008

Sabias que...

O fotão (partícula-onda de luz) leva cerca de 8 minutos para sair da superfície do Sol e atingir a superfície da Terra. Mas este mesmo fotão, que é produzido no núcleo do Sol, leva aproximadamente 1 milhão de anos para atingir a sua superfície!

Sunday, January 20, 2008

Os Universos Paralelos existem mesmo?



Em 1954, um doutorado chamado Hugh Everett III veio com uma teoria radical onde dizia existirem varios universos paralelos, exactamente iguais ao nosso. Todos esses universos estavam relacionados com o nosso. No entanto, estes eram ramificações do nosso, e o nosso era uma ramificação de outros. Dentro destes universos paralelos, as nossas guerras tiveram resultados diferentes dos que conhecemos. Espécies que estao ja extintas no nosso universo noutro evoluiram e adaptaram-se. Em alguns universos nós, humanos, ja estaremos extintos.

Existem mesmo Universos Paralelos?

Com a Teoria dos Universos Paralelos, Everett estava a tentar responder a uma questao relacionada com a Física Quântica: Porque é que a Matéria Quântica tem um comportamento irregular?
O nível Quântico é o mais pequeno que a ciencia conseguiu encontrar até agora.
Mas para percebermos melhor a teoria de Everett, vamos primeiro falar de Max Plank.

O estudo da Física Quântica começou em 1990, quando o físico Max Planck pela
primeira vez introduziu o conceito no mundo científico. Os estudos de Planck sobre
a radiação continha descobertas totalmente fora do normal que iam contra as leis da Física Clássica. Estas descobertas sugeriam que existiam outras leis sobre o funcionamento
do Universo, noutros níveis mais pequenos.

Em pouco tempo, cientistas que estavam a estudar o nível Quântico fizeram descobertas peculiares sobre este nível. Primeiro descobriram que as particulas
que existem neste nível têm a característica de tomarem formas diferentes aleatóriamente.
Por exemplo os cientistas observaram fotões -- pequena porção de luz -- a actuar como partículas e ondas. Mesmo um só fotão mostrava esta mudança de forma.
[Fonte: Brown University].
Imagina que tu te parecias com um humano (sólido) e que alguém olhava para ti repentinamente, essa pessoa depois voltava a olhar para ti mas tu tinhas tomado a forma de um gás(!).

Esta teoria da mudança de forma veio a ser conhecida como
O Princípio da Incerteza de Heisenberg . O Físico Werner Heisenberg afirmou que até só por observar a matéria quântica, nós estaríamos a mudar o seu comportamento.
Desta maneira, nunca conseguiríamos ter a certeza da natureza quântica e das suas características, como velocidade e posição.

Esta ideia é suportada pela teoria de mecanismos quânticos de Copenhaga,
proposta pelo Físico Dinamarquês Niels Bohr. Esta teoria diz que todas as partículas quânticas não existem num só estado, mas sim em todos os seus estados possíveis ao mesmo tempo.
A globalização de todos os estados possíveis das partículas quânticas chama-se Função de onda. O estado de uma partícula existente em todos os seus estados possíveis chama-se
Sobreposição.

De acordo com Bohr, quando nós observamos uma partícula quântica, nós modificamos o seu comportamento. A observação destrói a sobreposição da partícula e força-a a ir para um só estado da sua Função de onda. Esta teoria reponde ao porquê dos resultados discrepantes das medições de partículas quânticas:
A partícula estava num estado diferente em cada medição.

A interpretação de Bohr foi mundialmente aceite, e ainda o é por uma grande parte da comunidade científica. Mas agora, a teoria dos vários universos de Everett tem ganho muita atenção.

Para Everett, medir uma partícula quântica não a força a ficar num só estado.
Em vez disso, uma medição simplesmente faz com haja uma divisão de um universo. O universo é literalmente duplicado, separando-se em vários universos um para cada estado possível da partícula quântica.

Isto acontece para completar todos os estados possíveis.
Por isso um cientista num universo faz uma medição que resulta em ver a partícula
como onda e noutro universo para que todos os estados estejam presentes o mesmo
cientista faz a medição e esta resulta em partícula, visto que as medições
podem resultar em partícula ou onda.

Esta é a teoria, espero que tenham gostado!!!

Fonte: How stuff works, http://ciencia.hsw.uol.com.br/universo-paralelo.htm
Texto com alterações

Saturday, January 19, 2008

Suportamos 10 toneladas de pressão

Sim, é em parte verdade, como vamos ver a seguir. Mas vamos por partes:

A pressão é força por unidade de área.
Portanto, a UNIDADE de pressão pode ser, por exemplo, 1 quilograma-força por metro quadrado (1 kgf/m2). Ou 1 quilograma-força por centímetro quadrado (1 kgf/cm2). É costume chamar a pressão normal, ao nível do mar, simplesmente de 1 atmosfera. Ou então dizer que ela vale 76 centímetros de mercúrio (76 cmHg), referindo-se à altura da coluna de mercúrio no barómetro. O valor da pressão atmosférica ao nível do mar é de 1 kgf/cm2, aproximadamente.

Se quisermos saber qual é a FORÇA que o ar atmosférico faz sobre nosso corpo basta multiplicar essa pressão, em kgf/cm2, pela área de nosso corpo, em cm2. É claro que essa área varia de pessoa a pessoa mas um valor médio de 1 metro quadrado (= 10.000 cm2) pode ser considerado como típico. Logo, a força que o ar faz sobre nosso corpo é, aproximadamente:

1 kgf/cm2 x 10.000 cm2 = 10.000 kgf = 1000 Kg = 10 toneladas

Isto é, o ar faz uma força de 10 toneladas sobre nosso corpo!

Por que não somos esmagados por essa força enorme? Pela mesma razão que uma bolha de sabão ou um balão de aniversário também não são esmagados. O ar dentro da bolha ou do balão e os fluidos dentro de nosso corpo (o sangue e outros) estão a uma pressão igual ou ligeiramente maior que a pressão atmosférica. A força da atmosfera sobre nós é compensada pela força de nossos fluidos internos.

E que pressão é aquela que os médicos medem na gente, enrolando um tubo de borracha em nosso braço? É um pequeno excesso da pressão sanguínea (ou arterial) acima da pressão atmosférica. Esse excesso serve para fazer o sangue fluir pelas artérias e veias e é gerado por uma bomba que a gente tem dentro do peito chamada (adivinhe...)